quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Seria mais confortável estar sentado no meu sofá, em frente à televisão, vendo a vida passar como mero espectador.
Seria muito mais fácil ser um cara coletivo, disfarçado no meio da multidão, entre idéias medíocres e atitudes insossas, fazendo comentários óbvios e bem colocados, num lugar comum.
Mas não sou um homem dado a me acomodar. Prefiro me arriscar. Mostrar meu corpo e minha alma sem medo de me expor ao ridículo, porque ridículo na vida é ter medo de viver.
Vivo incondicionalmente, livre de repressões sociais, políticas ou religiosas.
Usar meu corpo, minha imagem como arte é poder vivenciar minha sexualidade em sua totalidade, da forma mais clara e intensa e totalmente ligada à sensação de estar vivo e livre.
Assim nu, mesmo que vestido, na frente das lentes, quebro qualquer paradigma do meu ser e vivo assim, da pulsão de simplesmente viver.



Texto sobre o ensaio de Valmir Mandeli para a Revista virtual Libido, ensaios sensuais, poesia, contos. Confira o ensaio em : http://issuu.com/nathgingold/docs/libido03


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