Seria mais confortável estar
sentado no meu sofá, em frente à televisão, vendo a vida passar como mero
espectador.
Seria muito mais fácil ser um
cara coletivo, disfarçado no meio da multidão, entre idéias medíocres e
atitudes insossas, fazendo comentários óbvios e bem colocados, num lugar comum.
Mas não sou um homem dado a me
acomodar. Prefiro me arriscar. Mostrar meu corpo e minha alma sem medo de me
expor ao ridículo, porque ridículo na vida é ter medo de viver.
Vivo incondicionalmente, livre de
repressões sociais, políticas ou religiosas.
Usar meu corpo, minha imagem como
arte é poder vivenciar minha sexualidade em sua totalidade, da forma mais clara
e intensa e totalmente ligada à sensação de estar vivo e livre.
Assim nu, mesmo que vestido, na
frente das lentes, quebro qualquer paradigma do meu ser e vivo assim, da pulsão
de simplesmente viver.
Texto sobre o ensaio de Valmir Mandeli para a Revista virtual Libido, ensaios sensuais, poesia, contos. Confira o ensaio em : http://issuu.com/nathgingold/docs/libido03
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