Foi de pequeno que aprendi a voar
sem precisar de asas.
engolia livro de montão
e palavras saiam cabeça afora
com asas borboletantes.
era nelas que pegava céu.
pegava nuvem rapidim
só precisava de um ventinho,
coisa poca, pra subir.
Os fios nos postes medavam de gelar barriga.
nunca soube porque passarinho não tem
Eu tinha.
mas subia assim mesmo.
só tinha que ser vento de contra.
e la ia eu
mundão afora.
o que eu mais gostava era pegar vento de repiquete
e dar cambalhota.
Mas nunca perdia de vista
meu quintal desinventado.
Vai que o vento acabasse......
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